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Relatório do grupo após análise das colegas
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by marabraum@... 3 years ago
Este relatório foi elaborado pelas alunas Mara Núbia Bilhalva Braum, Stela Maris da Rosa Dias e Maria do Carmo Dewes.
O projeto de aprendizagem “História de Arroio do Sal, Terra de Areia e Três Forquilhas que as fotografias nos mostram” foi pensado primeiro como uma pesquisa dos registros fotográficos existentes nesses locais e que nos permitissem comprovar através da sua existência, que poderiam conter outra imagem real, do que aquela que ali víamos.
Pensamos que seria fácil encontrar esses registros, cabendo a nós então somente descobrir as histórias e recontá-las com seu real significado. Enganamo-nos! Não conseguimos localizar essas fotos, e concluímos que seria indiscreto, talvez até impossível conseguir autorização para o registro desse trabalho. Nesse ângulo, podendo até criar um clima antiético, diante da nossa proposta.
No entanto o trabalho acabou nos dando prazer no sentido de descobrir histórias contadas a partir de cada foto, de cada vivência das pessoas entrevistadas. A Mara recorda a emoção ao descobrir que uma moradora de Rondinha trabalhou com Paulo Freire e que seu pai foi o primeiro a construir uma casa neste balneário que pertence ao Município de Arroio do Sal. A Maria, que como a Mara também não é natural de Arroio do Sal se reportou ao passado através das fotografias e enriqueceu seu repertório de histórias que serão contadas aos alunos.
Como já tínhamos em mãos várias fotografias antigas do Arroio do Sal, que nos mostravam locais modificados, transformados pela ação do progresso, a Stela passou a comentar com a Mara e a Maria o que via ali, o que conheceu e como era hoje o local. Então, juntas, mais a professora Eliana, resolvemos direcionar nosso foco para outra questão: o que as fotografias nos contam? Aqui então se abriu um amplo leque de possibilidades de análise: modificações que ocorreram pela ação do tempo, em todas as suas dimensões. Como frisou a Mônica, curiosas, nos pegamos a querer explorar as questões históricas do município: como era antigamente, comparando com o que temos atualmente.
Repensamos certezas e dúvidas, refizemos o mapa conceitual, melhorando o entendimento da nossa proposta de pesquisa.
Conforme concluiu a Mônica, o registro de nossas entrevistas no wiki do grupo não passaram de conversas que tivemos com os “donos das fotos”, não ficando nenhuma delas registrada neste ambiente em função de dificuldade de inserir fotografias, sendo relegadas ao simples relato informal. No webfólio do grupo chegamos a registrar uma foto de um pinheirinho enfeitado com conchas pintadas com esmalte e outra foto do pinheirinho atual na casa de Dinah Fischer Procksch. Isso se deu pelo fato de entendermos que seria retomado o projeto no sexto semestre, onde então registraríamos outros relatos com a autorização de nossos entrevistados.
Nossos mapas conceituais, assim como as certezas e dúvidas foram construídos com pouco tempo, na correria, ficando ao cargo de uma única colega fazer essa atividade. A postagem do trabalho também. Pensamos que isso atrapalhou e muito, a boa apresentação do mesmo, tanto no primeiro registro para o webfólio como na postagem para o pbwiki, nesse semestre.
Nossa maior dificuldade foi o trabalho ser feito em grupo, pois em nenhum momento, a não ser na escolha do assunto em aula presencial, tivemos oportunidades de nos encontrar. Tanto que os nossos encontros de grupo deram-se somente nas aulas presenciais. O encontro virtual, MSN, email e fórum, também deixaram a desejar, visto que não aconteceram entre todos os componentes.
A Patrícia Lipert escreveu na sua análise que o grupo não se aprofundou no assunto, mesmo porque o projeto teria uma continuação no semestre seguinte. Mas, ousamos dizer que não houve esse aprofundamento por falta de comprometimento de grupo, algo muito necessário para que o projeto pudesse se desenvolver de maneira sistemática e mais consistente. Com a falta de comprometimento em um trabalho de equipe, nada pode ficar bem feito.
Quanto ao aparecimento das histórias serem somente de Arroio do Sal, foi pelo fato de as colegas não terem contribuído com os registros do seu município.
Podemos concluir com esse trabalho após o relatório das colegas que o analisaram que:
1º. Trabalho em grupo tem que ter comprometimento e participação de todos os envolvidos.
2º. O tema tem que ser de interesse de todos, relevante e original.
3º. O assunto deve nos remeter a um trabalho que nos permita autoria, construindo nossa pesquisa através de coleta de dados, buscando fontes e referências sérias, entrevistando e coletando material farto, para não cairmos em descrença.
4º. O trabalho precisa ter uma boa apresentação, para que fique bem compreendida nossa intenção, explicitando ao máximo possível a nossa pesquisa real.
Para finalizar, gostaríamos de registrar nossa dificuldade de trabalhar em grupo, mas também nossa satisfação em reconhecer nossas falhas e evidenciar os surpreendentes desdobramentos que um projeto de aprendizagem nos proporciona como neste em que acabamos construindo um acervo documental importante para passarmos aos nossos filhos e alunos. É a história do nosso município contada pelas histórias dos donos das fotografias.
Relatório do grupo após análise das colegas
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